Nossa causa

“Lutamos pela preservação dos recursos naturais
da Bacia do Rio das Velhas em Itabirito e região”

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Somos uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne membros dos poderes públicos, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada em ações para a preservação do meio ambiente da região do Distrito de Acuruí, em Itabirito (MG).

Nossa comunidade é beneficiada diretamente pelas riquezas naturais no entorno do Rio das Velhas. Por isso, temos como grande parceiro o Projeto Manuelzão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – entidade da qual somos um Núcleo de atuação.

O que é um Núcleo

Segundo definição do próprio Projeto Manuelzão, em seu site, os Núcleos “constituem fóruns de discussão, elaboração e execução de metas relativas à gestão das águas, à educação ambiental e, também, participam da formulação e avaliação de políticas públicas por bacia hidrográfica. Eles buscam a participação de organizações da sociedade civil, do poder público e da iniciativa privada.”. Esses são os princípios da nossa atuação!

Na língua dos índios Cataguás AKURU-I significa “rio das pedras” ou rio dos seixos rolados. Conheça um pouco sobre o Acuruí.

Segundo o Pesquisador Vitto Melillo, o Distrito de Acuruí foi reconhecido como Arraial pela Coroa Portuguesa em 1694. A localidade tem o solo rico em minerais e é parte do caminho que ligava a antiga Villa Rica (Ouro Preto) a Sabarábuçu (Sabará) – uma das mais importantes ramificações da Estrada Real. Com a descoberta do ouro e dos diamantes nas terras de Minas. Acuruí era lugar de paragem e pouso das tropas que vinham do Tijuco (Diamantina) e Sabarábuçu. Na Guerra dos Emboabas (1708-1709), foi local de reunião das tropas. O Distrito já pertenceu ao Município de Raposos e foi incorporado a Itabirito em 1938.

Juntos somos mais! Entenda como um ideal individual se transformou em uma causa que envolve todos nós

A inspiração para a criação da nossa ONG surgiu há algumas décadas. Foi por meio da educação zelosa de um pai preocupado em ensinar aos seus filhos a importância da preservação do meio ambiente e do amor à natureza, que Odilon de Lima – simplesmente Odilon, como gosta de ser chamado – se tornou idealizador desse trabalho.

Odilon foi um dos primeiros proprietários de uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), há mais de 20 anos.  Hoje, em sua propriedade, ele desenvolve isoladamente ações de preservação de grandes áreas de Mata atlântica, usa tecnologias que não degradam o meio ambiente e conserva a mata nativa em torno das nascentes.

Outra importante atuação é a construção de barraginhas secas que retém as águas das chuvas e preservam as nascentes nos períodos de seca. Aliás, ele é um dos grandes incentivadores para que a população construa em suas propriedades essas estruturas.

Quando Odilon se mudou definitivamente para a Fazenda Aurora, em Itabirito, constatou as ações criminosas de moradores e empresas da região que violavam as Leis de Proteção Ambiental de várias formas: construção de fossar negras, caça ilegal de animais silvestres, poluição das águas que desembocam no Rio das Velhas, descarte incorreto do lixo sólido, loteamentos irregulares entre outras infrações.

A ONG Águas do Acuruí surge como uma forma de agir institucionalmente para a mudança dessa realidade, com o envolvimento direto do Governo, iniciativa privada e a população local.

Você faz parte da nossa luta! Conheça as nossas ações e saiba como colaborar

Educação – Realização de visitas guiadas, de cunho educativo, junto às instituições de ensino – de nível básico ao superior – para conhecer os recursos naturais e, dessa forma, aprender em campo sobre a importância da preservação do meio ambiente.

Projetos Ambientais – Ações junto à comunidade local para a preservação das águas, do solo, das matas e da fauna. São algumas delas: construção de barraginhas secas, preservação das encostas para o combate do desassoreamento, replantio de árvores para a preservação da Mata atlântica entre outras.

Articulação – atuação junto aos poderes públicos (Municipal, Estadual e Federal), o empresariado e outras instituições da sociedade civil organizada para proposta de ações. Atos de reivindicação do cumprimento e/ou melhoria da Legislação ambiental. Trabalhos de conscientização e estímulo às Prefeituras do Alto Rio das Velhas para que incluam mecanismos de drenagem das águas das enxurradas em seus projetos de construção e conservação de estradas vicinais. Essa ação possibilita que as águas retidas pelas barraginhas retornem aos lençóis freáticos ao invés de causar erosão e assoreamento dos mananciais.

Justiça – recebimento das denúncias da população e encaminhamento dessas para as autoridades responsáveis. Promoção de ações junto ao poder público (Polícia Ambiental, Prefeitura e Ministério Público Federal).

Acesse o Controle Financeiro da nossa ONG e saiba tudo sobre a correta destinação das verbas que recebemos.

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Rio das Velhas

Minas Gerais é o estado brasileiro que abriga a Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, com área de drenagem de 29.173km2 (FEAM, 1998). Segundo informações do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas – CBH Rio das Velhas, o rio é o maior afluente em extensão da Bacia do São Francisco.

No total, são 801 km de extensão distribuídos nos 51 municípios cortados pelo rio e seus afluentes. Já a população no entorno da Bacia está estimada em 4.406.190 milhões de habitantes (IBGE, 2000).

A Bacia do Rio das Velhas é subdividida em Alto, Médio e Baixo Rio das Velhas. Itabirito está localizada no Alto rio das Velhas juntamente com Belo Horizonte, Ouro Preto, Nova Lima, Rio Acima, Raposos e Caeté.